Manhã de Quarta-Feira

22 04 2010

Mais uma vez o @MrCaio por aqui, então, se divirtam-se vocês.

Hoje foi um dia que muito provavelmente não vou me esquecer. Não por ser o dia mundial do café, apesar de eu adorar um. Porém, foi um dia que pode ser considerado estranho desde o primeiro minuto, até mesmo no primeiro meio segundo da primeira piscada.

Veja bem, quem me conhece sabe que um dos meus muitos interesses é a leitura. Sou amante de um bom livro. Dou mais valor a romances do que livros técnicos, apesar de já ter lido alguns. Tendo eu tal gosto, não seria estranho eu me aventurar na criação de um. Tentei, um dia, criar um roteiro que pudesse ser transformado em um bom livro. Admito que os três primeiros capítulos acabaram se mostrando uma mistura de J. R. R. Tolkien com Douglas Adams¹. Alguns trechos ficaram tão detalhadas que o próprio Tolkien abandonaria meu livro e, certas piadas fariam Adams se revirar no túmulo. O que importa de tudo isso é que eu já ataquei de escritor, NUNCA de poeta.

Todas as vezes que quis atacar de poeta, falhei. Não saía dos três primeiros versos que quase sempre eram tristes de tão desajeitados. Sou tão ruim nessa arte que sempre recorri ao bom e velho Google, pai dos burros, quando queria me expressar em frases bonitas. Isso, cá pra nós, gera uma imensa perda de tempo vagando de site em site em busca de poemas bonitos.

Todavia, acordei com algo na cabeça. Um pensamento, um flash de algo que poderia ser escrito num papel. Por falta de papel e pelas mãos desajeitadas pelo sono, levantei e fiz uso do meu bom e velho companheiro COMPUTADOR. Nele passei 10 minutos sentado, abri o Notepad e digitei, com um olho meio fechado, palavras que no total não ultrapassaram 1KB de tamanho no arquivo. Foi como se eu me tornasse por um instante o próprio Chico Xavier. Digitei sem muito pensar, apenas seguindo aquilo que surgia na minha mente. Palavras que apareciam, rimavam, brincavam de ping-pong umas com as outras e tornavam esse momento extremamente agradável. Não sei se foi por eu estar passando por uma situação semelhante ou se sonhei e acordei com uma “timeline” do sonho pronta pra ser transcrevida, mas de alguma forma, aquilo estava pronto. Apenas escrevi, não me preocupei em fazer adaptações ou pensar em rimas. Apenas saiu.

Quando acabei, não passando de 10 minutos depois de ter acordado, fui na cozinha e fiz meu tradicional OVO FRIGIDO (qualquer dia explico essa brincadeira aqui) e toquei meu dia como sempre toco. Mas ainda assim, meu dia ficou marcado como a primeira vez em que consegui escrever algo meu, único, pessoal e de certa forma bonito.

E então, aí vai o que escrevi. Quem ler, espero que goste e comente. Caso não goste, aceito críticas desde que sejam construtivas.

Manhã de Quarta-Feira

Ando perdendo a cabeça
Desejo coisas impossíveis
Sinto falta de algo que nunca tive
Como isso pôde acontecer?

Quero um abraço apertado
Um beijo não dado
Um momento a dois

Cansei da cama fria, vazia
Quero eu e você, juntos

Quero meu lábio na sua nuca
Minha mão na sua cintura
Minha perna entre as suas

Um beijo nos seus ombros
Um roçar de nossas pernas
Uma frase dita aos sussurros

Aquele sorriso embaraçado,
Que não da pra ser imaginado
Perdido na nossa noite

Acordo pensando nisso,
Não é a primeira vez
Sempre é você que eu quero
Só muda o lugar, as ações, os porquês

E nada disso é vulgar
O que eu quero não é “curtição”
Tudo que eu tenho é pura paixão

Paixão essa que vem de algo mais profundo
Que só nasce em poucos no mundo
Algo perfeito na sua imperfeição
Eu te amo, de todo o meu coração.

Pra finalizar, no final da tarde quando eu já estava com meu tempo livre, fui defender os velhinhos² com um amigo, e depois de muita batalha e uma sequencia ÉPICA de backdoors, vencemos a partida nos exatos 108 minutos. Para quem não sabe, 108 é o número mais importante de Lost. E depois disso, só posso dizer o seguinte:

SOUTARAM O MONSTRU! CORRÃO PARA AS COLINAZ!


¹ – Na época eu não lia, mas hoje noto uma certa semelhança nos estilos

² – Conhecido mundialmente como DotA. Mais informações, GOOGLE IT!





O romantismo está fora de moda

19 04 2010
Primeiramente, gostaria de deixar claro que nesse post não estou me referindo ao romantismo balela, como levar uma flor pra sua namorada ou puxar a cadeira para ela sentar. Estou me referindo ao verdadeiro romantismo, aquele que faria atos como esses se tornarem meramente trivialidades do dia-a-dia. Segundamente, é claro que o assunto é complicado de escrever. A cultura que carregamos hoje em dia, o “jeitinho brasileiro” e o que aprendemos nas mídias, nos distanciam do que eu chamo de “romantismo”. Sem contar que isso é algo pessoal, que muitas pessoas irão ou não interpretar de forma errada ou ofensiva e, creio eu, até o fim do post eu já terei levado pedradas, serei jogado na fogueira e gritarão “INFIDEL” enquanto me vêem queimar. Whatever, vamos lá.
Vivemos no século 21. Estamos ligados o tempo todo a todo mundo. Temos informações relevantes ou não, de precedência confiável ou não, disponibilizadas 24 horas nos mais diversos sites dos mais variados assuntos. Páginas pessoais de Fulano e Ciclano, onde ambos compartilham gostos, objetivos, manias, vícios e informações que qualquer um pode ver, desde que procure o nome da pessoa no campo de busca. Possuímos comunicadores instantâneos que nos permitem conversar com milhões de pessoas ao mesmo tempo, sem que haja a obrigação delas estarem próximas, na mesma sala.
Temos festas, eventos, encontros e atividades que podem nos levar a conhecer pessoas, pagar um drink para elas ou simplesmente dar uma cantada que pode ser tão escrota que acabe conquistando a garota. Podemos compartilhar nossos números de celular, email, msn ou etc. Às vezes nem chegamos a isso, chamamos a pessoa depois de 25 minutos para um lugar fechado a 4 paredes e fazemos tudo que a privacidade nos permite.
E aí está ela. Privacidade. Será que ter privacidade apenas entre 4 paredes é realmente bom? Será que apressar todo o resto torna as coisas melhores? Na minha opinião, não. Antigamente, quando tinhamos o romantismo como algo obrigatório pela sociedade, sendo educado e bonito um rapaz e uma moça devidamente romantizados, as coisas eram decerto diferentes. Relacionamentos eram longos, a palavra “amor” não era usada como é hoje em dia e os momentos íntimos de um casal eram sem dúvidas algo mais desejado.
Não adianta dizer que homens são, por natureza, cafajestes. Podem até ser, concordo, até eu sou (nas horas certas) mas, o que incomoda, é ver como isso tem se mostrado cada vez mais normal e como agora é moda as mulheres serem assim, vulgares. Digo isso porque namoros hoje em dia vem e vão. Crianças estão cada vez mais cedo descobrindo que bebês não vem pela cegonha. Meninas com 11 anos estão tão, ou mais, maquiadas que muitas mulheres adultas. Meninos já sabem o que é sexo, camisinha, CRÉU e etc.
O romantismo, no meio disso tudo, se perde. Não existe mais tanta importância num caminhar de mãos dadas, num abraço apertado, num beijo no banco da praça. Hoje em dia, se pula da primeira para a terceira base em uma hora. Conheço quem precisa de uma semana para conhecer e duas para não estar mais vivendo sem a outra pessoa. ISSO é considerado amor? Amor é mais do que você forjar sentimentos. É muito mais do que você dizer “Não vivo sem você” sendo que você passaria sua vida normalmente se a pessoa fosse embora. O mais fácil de ver é um nick, subnick ou status no Orkut com “Quem perdeu foi você, a fila anda ;)”. Aposto como anda. É tão fácil andar, partir pra outra e arranjar outro parceiro para inventar sentimentos. Como a maioria do que temos hoje, os sentimentos já são descartáveis. A mesma evolução que tornou toda nossa vida tão mais veloz, tornou tudo que sentimentos e compartilhamos mais substituível.
Podemos muito bem trocar uma pessoa por outra, já que temos um planeta com 6 bilhões de nós. Antigamente, conhecíamos 20 pessoas, 25, 50, se fosse um político. Hoje temos 9999 “amigos” no Orkut, em cada um de nossos 150 perfis. Podemos facilmente chutar alguém e arranjar outra pessoa para por no lugar, mais bonita, mais engraçada ou simplesmente com interesses mais comuns.
O romântico, aquele cara que valoriza tudo isso, que quer um amor duradouro, um sentimento para a vida toda, é tomado como otário. É aquele que não pega ninguém, aquele que não curte ir pra uma balada pra pegar a mulherada. Aquele que está sempre solteiro, alvo de piadinhas. Mas na verdade, ele está sempre em busca de sua alma gêmea. Alma essa que está cada vez mais difícil de encontrar, mesmo com o Orkut e seus 9999 “amigos”.
E esse contraste acontece porque cada vez mais a sociedade empurra as crianças, jovens e adultos para esses romances descartáveis. Isso resulta em cada vez menos românticos. Menos pessoas que consideram o amor algo único na vida. Menos chances de um romântico encontrar uma romântica para tomar posse de seu amor e tratá-lo com o devido respeito que um coração apaixonado merece.
Amor verdadeiro é o eterno. Mesmo que um dia chegue ao fim, não será esquecido. A “fila” não andará. Ele sempre estará lá, marcado em sua história. Lembrado como uma época de sua vida em que coisas boas aconteceram. Um ser humano esteve ao seu lado, dividiu seu tempo com você, compartilhou suas felicidades e tristezas e mostrou que a graça está no fato de que humanos não tem data de validade, e muito menos podem ser descartados ou trocados por outro alguém.

Por: Mr. Caio

PS: A imagem NÃO foi retirada das apresentações ppt que sua mãe te manda.








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