Meia Noite em Paris

6 07 2011

Meia Noite em Paris é um filme sensacional.

E não é só porque é do Woody Allen.

Momentos após assitir me encontro apaixonado pela Paris dos anos 20.

O filme mostra a história de um escritor inseguro em viagem a Paris que encontra uma brexa no tempo-espaço e volta pros anos 2o, onde conhece seus aturoes favoritos.

Não é um filme pra qualquer um, fala de autores da “geração perdida”,  de surrealistas e de pintores cubistas. Ao mesmo tempo em que senhoras de idade se desdobravam em risadas na sessão, alguns ficavam sem entender a piada.

De TS Elliot a Miró (com destaque a queridinha vanguardista Gertrude Stein), o personagem se apaixona, se inspira e expira talento.

Owen Wilson faz o papel que normalmente seria de Allen, e o faz com perfeição. Da expressão facial a execução do roteiro cuidadosamente escrito pelo diretor.

Um roteiro que mistura a seriedade a momentos cômicos, com passagens que arracam um meio-sorriso.

E a participação da sempre deslumbrante Carla Bruni, mesmo que insignificante, bem vinda.

Ouso dizer que é o melhor filme do ano até agora, é Allen das antigas, e um dos meus novos filmes favoritos.





Agua para Elefantes

30 04 2011

Sábado a noite.. estreia de Thor e eu fui no cinema. Ver Água pra Elefantes. Já começou ruim.

Adivinhei o filme todo nos primeiros 5 minutos. É arrastado. Chato.

 

O grande foco do filme parecem ser as cenas do rosto do Robert Pattinson andando.

A história até tem uma ou duas cenas legais.. um clímax bacana e tal. Seria bem menos pior se pudesse ter visto em fast forward.

Não vá ver no cinema, espere sua mãe alugar o DVD. É filme pra mãe.





Black Swan

9 01 2011

Black Swan – Esse foi o primeiro filme do Aronofsky que vi, admito.. E não, não esperava muita coisa. Mudei de opinião varia vezes durante o filme, de roteiro fudido, a roteiro medíocre, mas uma coisa me surpreendeu desde o inicio, atuação impecável de Natalie Portman, se afirmando cada vez mais como uma de minhas atrizes preferidas.

De uma direção diferente e ousada, puxada pro cinema experimental, delicioso. Confuso. Belo. Aquele filme que te deixa tenso após um clímax sensacional.

Um drama psicológico com raízes no cinema independente, efeitos visuais de invejar. Roteiro bem construído e uma trilha incidental que da um grande apoio ao filme. Um clássico instantâneo. Gostei, gostei muito.





Você vai conhecer o homem dos seus sonhos (You Will Meet a Tall Dark Stranger)

30 12 2010

Você vai conhecer o homem dos seus sonhos é o novo filme do Woody Allen, meu diretor preferido desde.. sempre.

Inspirador? Não. Instigante? Não. Delicioso? Não. Difícil descrever, mostra um Woody Allen cansado, como que se fizesse quase que por obrigação. Sem vontade. Fiquei com aquela sensação de já vi isso antes o filme todo. É ruim? Não, mas pra quem fez Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, péssimo.  Um Allen nada inspirado.

Mas divertidinho, sabe, pra aquela madrugada de férias, ou um domingo a tarde. Dei falta da Scarlett, btw.

Veja, se divirta. Mas não tanto.





Alguma coisa sobre Harry Potter 7 – A Pré Estreia

19 11 2010

Eu fui, eu vi.

A ansiedade era grande. A expextativa era grande. Mas deu certo. Acho que finalmente David Yates acertou a mão na direção e fez um filme BONITO.

De roteiro sensacional, onde se prezaram as partes importantes, e os detalhes essenciais, mas sem ficar muito cheio, chato. Logo no começo você percebe a diferença na trilha sonora, afinal John William deixou a franquia, e não sei se isso é necessariamente ruim. Gostei da novo trilha, mais atual, visto que o filme não mais se passa em Hogwarts.

O trio deu realmente um show de atuação, bem diferente daquelas crianças brincando no set.

A história evolui de forma.. sensacional. Aviso, o filme foi feito pra fã, levando realmente em consideração o livro, uma adaptação num estilo diferente dos outros.

 

A fotografia claramente escureceu, tendo um tom mais dark, tal qual a história.

Sem mais a acrescentar, arrisco dizer que se tornou meu preferido da franquia. (pelo menos até o próximo)

Uns amigos tiveram a chance de ir na pré estreia oferecida pela Warner, no Shopping Eldorado, aqui em SP, que contou com a presença de ninguém mais que Matheew, o Neville. É, ninguém sabe direito o nome dele. Disseram que é absurdamente tímido, mas infelizmente não tiraram fotos.

Ah, antes que eu me esqueça, na sessão tinha uma galera vendendo feijõezinhos de todos os sabores, que vieram lá de Orlando. Bem bacana, comprei 4. Anis, canela, laranja e vômito.   A sessão estava bem tranquila, sem muita gritaria e essas coisas. Aguardo ansiosamente pela próxima vez que verei esse filme. Recomendadíssimo por 3 vezes seguidas.

E O HARRY MORRE NO FINAL


Avante!





Entourage

17 10 2010

Séries da HBO em geral são boas, não – são ótimas. Mas Entourage se supera.

Ela trata da vida da estrela de cinema Vincent Chase e de seus amigos, seu empresário Eric, seu irmão-ator-falido Drama e Turtle.

Acaba de acabar a sétima temporada, cada episódio tem cerca de 30 minutos e cada temporada 12 episódios. E é sensacional.

Quando você pensa no roteiro como um todo, você se surpreende com tamanha maestria. Na primeira temporada ele está no ápice de sua carreira. Na sétima, nem tanto. A decadência constante de uma estrela, eu penso que esse é o plano de fundo de toda série. Além dos luxos permitidos por ser um astro de Hollywood, como sair dando Ferraris e Aston Martins de presente para amigos.

A série tem participação de vários (eu disse vários) atores interpretando eles mesmos, dando mais profundidade e veracidade, como se a série se passasse na LA de hoje. Atuações memoráveis como a de Ari Gold, o agente, não podem ser deixadas de mencionar.

Uma das melhores séries atualmente, sem dúvida. Está caminhando para sua 8ª e última temporada, e já com um filme garantido. Se eu já te recomendei algo e era bom, me escute. Veja isso.





Apenas o Fim

24 09 2010

Sabe aquele filme  que você assiste numa tarde cinzenta sem expectativa nenhuma? Então, é ele que se revela sensacional. Ou pelo menos foi isso que aconteceu comigo.

Apenas o Fim é um filme nacional (isso, sensacional e nacional no mesmo texto) dirigido por Matheus Souza (e pasmem, não tem nada a ver com a Globo, é totalmente independente), na verdade seu primeiro filme. Estrelado por Gregório Duvivier e Erika Mader, que simplesmente discutem sua relação antes (ou durante) a separação. Isso pode soar chato, mas acredite, não é.

É todo rodado na PUC-RIO, onde Matheus se formou em cinema. Atuações ótimas somadas a um roteiro superior a espetacular resultam nisso, um filme muito acima da média.

É simplista, com uma fotografia diferente do usual. Uma trilha peculiar e uma montagem excelente. Da vontade de rever logo após os créditos.

É cheio de referências a cultura pop, uma ode a geração anos 80/90, em geral. É concebido de forma genial, e com certeza entrou em minha lista de filmes preferidos.

Com certeza esse diretor é uma das grandes promessas do cinema nacional. Virei fã. Será ele talvez, dadas as devidas proporções, o Woody Allen brasileiro? Veremos. Enquanto isso apreciem Apenas o Fim.








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