Quando o fanboy encontra o nerd

21 11 2010

Agora os fanboys da Apple podem ter em suas mesas um action figure de ninguém menos que Steve Jobs!

E por falar em Apple, agora este que vos escreve, digita muito feliz de um Mac. :)

Via Bruno Stefani

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Músicas, infância e nerdices.

26 04 2010

Coluna do @MrCaio, nem preciso avisar.

Atenção: Mais um texto escrito no Zombie Mode. Não tomei café ainda (Mas já escovei os dentes, fiquem tranquilos).

Há uns dias que eu estava feliz da vida, twittando incessantemente quando me toquei que ouvia as memas bandas há pelo menos 2 meses. Resolvi pedir por opiniões dos meus seguidores. No meio de muita porcaria, surgiram conselhos de um @lioavelar que me pegaram de surpresa. Um deles era I Fight Dragons, que ta aí como uma banda de NES-rock que até agora só lançou um EP. As músicas deles são muito bem boladas em termo de letras e me conquistou pelo uso de efeitos sonoros dos jogos de consoles antigos na preparação das músicas. Viciei.

Nunca fui um exemplo de moleque sapeca, maneiro, popular ou playboy. Sempre me desbandei pro lado nerd, mesmo que na época eu só me interessasse pelos video-games e não tanto pelos filmes, animações e etc da cultura nerd. Tive poucos amigos. Talvez nenhum, pensando melhor, eram todos colegas no fim. Eu era uma criança feliz. Ganhei meu Super Nintendo com cerca de 6 anos. Comprado numa loja da rodoviária, de precedencia duvidosa, mas fazia TUDO que eu queria (jogava).

Joguei tanto Mario World que meus dedões até hoje tem aquele calo nas dobrinhas, um orgulho para qualquer nerd. Com o tempo fui comprando mais e mais cartuchos, devo ter gastado o dinheiro inteiro da família só locando eles. Lembro do caso de Super Metroid, que é uma das melhores franquias dae games de todos os tempos. Loquei o cartucho por 6 meses, SEIS MESES! Isso porque eu, com 7 anos de idade na época, não sabia que a Samus virava uma bola se apertasse duas vezes pra baixo. Não sabia que era A Samus e não O Samus. Só fui descobrir isso quando tive meu primeiro PC e quebrei minha cara com verdades como “O nome dele não é Zelda”, “Samus é uma mulher” e coisas do gênero.

Eu comprava revistas de jogos, revistas essas que eu nunca compraria hoje por eu ter internet. Basta escrever “Detonado NOMEDOGAME” no Google pra aparecer tudo que você quer. Antigamente, por outro lado, a luta era árdua. Quando consegui botar as mãos numa revista que dava dicas de Mortal Kombat Ultimate II, ouvi a música “We are the Champions” sendo tocada no meu cérebro. Lembro do password BBBBB BBBBB BBBBB BBBBB pro Top Gear 3000 que, basicamente, ligava o Very Easy Noob Mode e te fazia sair com 1.000.000.000 de grana. Banana, Frutinha, Diamante Verde, Diamante Vermelho, Banana = Password da última fase no Goofie Troopie (Pateta e Max). Bons tempos…

Acabou que cresci, ganhei um computador, larguei meu Super Nintendo, ele estragou e alguém deu fim nele. Uma pena. No fim, clássicos infindáveis como MegaMan X, Super Metroid, Captain Commando, Street Fighter, Final Fight, Zelda, Chrono Trigger, International Superstar Soccer Deluxe (uffa), Sunset Riders, Bomberman, Final Fantasy, Samurai Shodown, Goofie Troopie e muitos outros, tinham uma trilha sonora exemplar. Músicas que dificilmente vejo em jogos de hoje em dia. Músicas simples, capazes de te transportar para a ação e te fazer sentir vontade de voltar a fase toda quando morresse. Isso fez I Fight Dragons me pegar em cheio. São só 5 músicas no EP de nome “Cool is Just a Number”, uma pena um número tão baixo, pois aposto no talento da banda. A vantagem está no fato de que todas lembram, nos pequenos detalhes, boa parte da minha infância, meus vícios, felicidades, tristezas (como quando os controles quebravam… e acredite, foram muitos) e momentos inesquecíveis. #FikDik pra quem quiser uma banda boa, old times e muito fácil de ouvir. ;)

E agora, vou tomar café!








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