Occupy USP

11 11 2011

É sem base alguma ou fundamento sólido, argumento real ou prova que opinamos sobre a ocupação da reitoria na USP.

Mas opinamos, e adoramos fazer isso. Discutir, dar pitaco. Ninguém perguntou, mas a gente responde. Somos auto-suficientes.

Exponho os fatos: diante de uma situação que vinha sendo levada nas surdinas há algum tempo, houve o estopim. Três estudantes foram pegos fumando maconha, abordados pela PM, presente no campus, que tentou levar-lhes a delegacia. Não foram. E começa o protesto.

De inocente a deliquente, invadiram a reitoria cheio de ideias esquerdistas e reinvindicações duvidosas: em suma, pedem a saída da PM da Cidade Universitária – mas ainda lembrando dos recorrentes e constantes protestos acerca do tão querido reitor João Grandino Rodas – a quem acusam de nepotismo, corrupção e várias outras coisas – e lutam ainda por uma universidade mais pública, mais aberta ao povo. É o medo da privatização.

Idealistas estudantes de filosofia veem a PM como sombra de  uma ditadura militar cheia de repressão e censura. Mas são número inexpressivo frente aos 80.000 estudantes da melhor universidade da América Latina.

Explique-se, após a presença dos policiais os números de assaltos, sequestros e roubos de carros cairam na ordem de 89%. Inegável dizer que o lugar ficou mais seguro.

Agora, há de se questionar a invasão da reitoria, a depredação de patrimônio nosso, o atraso de pagamento de funcionários e as outras mil coisas erradas, e não a legitimidade de um movimento social.

Ao mesmo tempo em que isso tomou proporções nacionais, ocupações são tradição na Universidade. É o meio de atingir a voz, de se fazer ser ouvido.

Não se pode generalizar e dizer que estudantes não querem a presença de tal força coibidora nos arredores, mas acredita-se ser consenso geral esperar respeito dos mesmos, afinal tratam-se de estudantes, não criminosos.

A opinião pública também é a favor.

Só os alunos (e não só os burgueses revoltosos) sabem o que é melhor lá dentro. Como funciona e desfunciona. E Reinaldo Azevedo apresentou o que parece a mais razoável das soluções: plebiscito.

Que vença a democracia, viva a democracia.

Agora vamos parar de atrapalhar que o José quer ter aula.

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overshare

24 04 2011

todo dia nós mapeamos toda a nossa vida aqui na rede, mas isso você já tá cansado de saber. queria entender o porque disso.

ao chegar num lugar a primeira coisa é sempre o check in no foursquare. sair de casa sem smartphone? impossível. sempre tem que dar aquela espiadinha na rede social do passarinho. aí vamos assistir um filme, check in no get glue. nossas reproduções no iTunes? todas listadas no lastfm. e por aí vai.

se alguém quisesse me sequestrar, conseguiria f-á-c-i-l. tem toda a lista de lugares que frequento, escola onde estudo, onde moro, onde moram meus avós, tudo lá no 4sqr.

meus hábitos, horários, rotina, caminhos e lugares, tudo no twitter.

mas porque isso, porque essa necessidade de compartilhar?

aí o jornal nacional responde, com voz de avô: é a tal de geração y. não, não é. é muito mais abragente que isso. sinto que vai dos 15 até uns 40 anos. mas aquele quarentão antenado.

temos que falar tudo que estamos fazendo o tempo todo, sem deixar escapar detalhes. e isso tá cada vez maior.

temos uma rede social pra tudo, e criou-se essa sociedade do check in. pra tudo tem um.

um dos motivos seria a popularização do 3G, hoje mais acessível pra grande população? não sei.

só sei que minha vida é um livro aberto.

fugiu do nosso controle, e eu não sei explicar. nem consigo parar.





Songs For Japan

27 03 2011

Você que acessa esse blog, provavelmente nunca comprou música digital. É, nem eu. Até hoje. Pra que pagar por uma coisa que é de graça? Não, não é de graça. Você (tá, a gente) pirateia a compartilha. Criminho e crimão.

Com todo esse desastre acontecendo no Japão, duas das maiores gravadoras mundias se juntaram na campanha Songs For Japan, e juntaram 38 músicas, de artistas famosos, músicas bacanas e estão vendendo a $9,99 na iTunes Store.

Quem me mostrou foi o @AleChumer, e logo comprei. O custo foi de apenas $0,27 dólares, algo em torno de 50 centavos, e a renda é TODA direcionada pras vítimas do Japão através da Cruz Vermelha (Red Cross).

O projeto conta com grandes nomes, da música pop, Lady Gaga, Beyoncé, Katy Perry, Black Eyed Peas, Justin Timberlake.., e não pop também – tem desde John Lennon, U2, Kings of Leon, Bon Jovi, REM, Elton John, Enya.. e muitos outros. São mais de 30 artistas, que não vão receber nada pela venda.

Achei a iniciativa bem bacana. Está a venda na iTunes Store, através desse link.

Depois do jump, a playlist montada. Continue lendo »





A Ditadura do Power Point

2 03 2011

Eu odeio o Power Point. E não só porque geralmente são mal feitos e cheios de fru frus.

Eles conduzem a um modo de pensar errado. ISSO LEVA A ISSO, QUE LEVA A ISSO, ISSO e ISSO. Transforma a vida (e tudo mais) num grande fluxograma sem fim.

Os efeitinhos de letras caindo e transições fofas são brinde. Vivo numa sociedade em que meus professores dão aula com Power Point e mandam trabalhos no Power Point. É errado.

Um instrumento útil é cada vez mais transformador de uma geração. A geração Power Point. Criada e ensinada com o programa. Uma sequência (in)finita.

Slides lotados de textos, onde o apresentador da vez se põe a ler. Sim, eu (e todos os outros) sabemos ler, me conte algo que não está em seu imenso texto Arial 10. Mostre me infográficos, mapas, tópicos (só se for desenvolver, por favor), gráficos, e tudo mais.

Não faça pelas coxas. Aprenda a usar, e não falo tecnicamente, digo na prática.

Professores que acabaram de comprar um Positivo Pentium 4 512mb com Office 2003 – não quero ver gifs animados no meio da aula. Dê conteúdo.

Use a ferramenta a seu favor, e não contra.

To puto com o Power Point. Acho que nem vou apresentar o trabalho essa semana.





A Epopeia do Podcast

16 02 2011

E então meu professor de matemática resolve inovar e mandar um podcast como trabalho. Adorei a ideia, afinal sou mais que viciado em podcasts! Tive mil ideias, passei horas procurando e testando e tal e tal e tal.

Daí começam a surgir os problemas. Quando você tem que gravar com outras 5 pessoas que até ontem não sabiam o que era podcast, e ainda não ouviram um, já complica. Quando a conversa no Skype vira zona generalizada, também. E quando o programa de captura de áudio falha, então..

Partimos pra próxima. Dia seguinte, programa novo, galera com foco (ou não). Só duas pessoas aparecem pra gravar. Uma hora e meia depois, alguns aparecem. Gravamos. Ficou tosco, ridículo, bobo, feio e chato. Mas tá lá. Chega a hora de editar (a mais legal), exporto a faixa de áudio e TCHANÃ – só dá pra ouvir a minha voz.

SOCORRO.

Depois de duas horas, e algus replys trocados com o @maestrobilly, consegui limpar o áudio (daquele jeito). Converti tudo pra MONO, pra ficar uma faixa só e facilitar, normalizei tudo, e amplifiquei. Nossinhora, ó troço ruim. Meu deus. Jesus. Mas dá pra ouvir um pouquinho melhor.

Perdi a paciência pra editar, não dá pra ouvir direito mesmo.. todas as vinhetas engraçaralhas que baixei, as vírgulas sonoras, os planos – tudo perdido. Tempo em vão.

O que era pra ser o trabalho mais legal do ano se transformou num pesadelo com prazos curtos.

Agradeço imensamente ao Billy, que me ajudou a escolher o programa de edição e se prontificou a tentar ajudar a salvar o áudio quando DEU MERDA. Valeu!

Entregarei amanhã de manhã, morrendo de vergonha. Mas – BORA.

PODCASTERS: respect +542938595376. Minha admiração por vocês hoje é 60x maior que ontem. Não é fácil.





RECEITA!

6 12 2010

Depois do sucesso que foi o cupcake, ensino a fazer bombas de chocolate, deliciosamente sensacionais.
Ingredientes (massa):

1 xicara de agua
100 gramas de manteiga
1 xicara de farinha de trigo
4 ovos

Preparo:

Aqueca o forno 200ºC. Leve a agua e a manteiga p/ ferver. Quando ferver tire do fogo e jogue rapidamente a farinha de uma só vez, e leve de novo em fogo baixo até formar uma bola, retire do fogo, e quando frio adicione os ovos. Bata na batedeira, até obter uma massa lisa.
Faça as bombas e leve para assar em forno quente. (30 – 35 min.)

Ingredientes (recheio):

1 L de leite
1 L de leite moça
4 gemas
4 colheres de maisena
essencia de baunilha em pó

Bater tudo no liquidificador, e engrossar no fogo. Ultilizar depois de frio.

Cobertura:

Pode ser foundaint, chocolate meio-amargo, chocolate branco …

____

ASSEGURO QUE FICA BOA. SATISFAÇÃO OU SEU DINHEIRO DE VOLTA.

a receita é da Tia Carla, mãe da Ju./






Harry Potter 7

16 11 2010

Já devo ter falado aqui sobre o meu fanatismo frente a franquia Harry Potter, parte de minha infância, adolescência e vida. Cresci com ela, cresci com Harry. Entrei no mundo, com tudo. E essa semana o fim começa, no cinema.

Lembro bem de quando foi lançado o 7º livro, 21 de julho de 2007. Com direito a evento da Hogfest e tudo mais. Chegando em casa, aquele desespero, afinal o lançamento foi em inglês, e na época eu não sabia nada de inglês, li, como grande parte das pessoas, pelo P3V- Portal 3 Vassouras. A tradução minuto a minuto, cada hora um capítulo novo, a ansiedade lá em cima, a expectativa mais ainda.. e não me decepcionei.

Rapidamente esclareço: não sou fã de David Yates, acho Alfonso Cuarón o melhor diretor que tocou a franquia, o 3º filme, meu preferido (até essa semana). Mas pelas fotos, vê-se que ele parece ter melhorado bastante, comparando o 4º ao 6º, outra coisa, também.

Enfim, essa é a semana. A semana que eu fico ansioso, que leio críticas, que vejo fotos (apesar de desprezar os trailers). É a semana de estreia, onde o fim começa.

Como de costume, comprei meu ingresso pra pré-estreia, a sessão das 00h, onde fujo de maiores filas e crianças irritantes, além de ver antes. PORÉM, acabo de descobrir que no dia seguinte a pré estreia, terei prova de física E gramática. (ser estudante é uma merda mesmo) Não consigo decidir se vou ou não, claro pendendo para a resposta positiva.

Só queria compartilhar isso com vocês.








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