Um dia eu Caio na real

21 07 2010

Um dia eu Caio na real é o nome da coluna do Mr. Caio por aqui, aquela que vocês já conhecem. Hoje sobre ABORTO. nada polêmico.

Aborto e a diferença entre “Meninas” e “Mulheres”

Aborto é um dos temas mais polêmicos atualmente. Vemos sempre um lado inteiro protestando a favor e batendo o pé na frente dos órgãos públicos, enquanto outro faz o mesmo gritando contra. Os que defendem o sim, alegam que a escolha cabe à mulher, que ninguém é obrigado a ter um filho se no fim não terá condições de sustentá-lo e que em vários países o aborto já é legalizado. Os que dizem não, dizem que um bebê já possui vida dentro da barriga da mãe, que isso é um assassinato e que Deus não era a favor do aborto. Não sou ninguém para julgar, mas a minha opinião estará presente nas próximas linhas. Não pretendo mudar o pensamento de ninguém, apenas explicar o porquê do meu.

Eu não acho que o aborto tenha que ser legalizado, mas, não pelo mesmo motivo da maioria. Sou ateu, não baseio minha opinião em algo escrito num livro, não acho que o ser humano tem capacidade de julgar o que tem e não tem vida e também não creio que assassinato seja o termo certo. Porém, também não acho que sem o aborto a mulher não terá escolha, pelo contrário, terá escolha pra uma pergunta bem mais importante que simplesmente “ter ou não ter o bebê”. Será que a legalização do aborto facilitará a vida de uma mulher, ou apenas facilitará a resolução das atitudes impensadas de uma menina? E há de se separar as meninas das mulheres.

Mulher não transaria com um cara sem camisinha ou sem uma pílula no fundo da gaveta pra tomar no dia seguinte. Não só por esse motivo, mas também por conta das DSTs que se pode contrair com o sexo desprotegido. O que o aborto legalizado fará é mudar a pergunta. Em vez de “usar ou não usar a camisinha”, será “abortar ou não abortar”, o que vai resultar em jovens impulsivas transando com qualquer um de forma desprotegida, por conta da facilidade de abortar uma possível gravidez.

Eu não sinto pena de ver uma menina de 16 anos com um filho pra criar. Qual a culpa do bebê se a mãe e o pai que não sabem se cuidar? A mãe, independente da idade, tinha escolha de ter ou não ter o bebê, a diferença é quando teve essa escolha: Antes ou depois de fazer a burrada. Qualquer um pode optar por não ter uma criança pegando um pacote de camisinhas no posto de saúde perto de casa. A camisinha estourou? Volta no posto pra pegar uma pílula. É até mais fácil que se submeter ao processo do aborto.

Vale ressaltar que acho sim válido a lei a favor do aborto em caso de estupro*, pois é um caso diferente, onde a mulher não teve escolha. Mas para quem, como a Record neste comercial, diz que “toda mulher sempre é capaz de decidir o que é importante”, vai a pergunta: Usar ou não a camisinha e pílula é uma decisão menos importante que abortar? Pensem a respeito…

* Pra quem for alegar que uma criança vinda de um estupro tem vida assim como qualquer outra e que poderia ser uma enviada de Deus, lembre-se que não sigo uma religião, que prefiro apoiar minhas decisões e opiniões no que acontece unicamente na terra e sob leis humanas e que também não acho certo uma mulher ter um filho indesejado se ela foi obrigada ao ato sexual.

ATENÇÃO:  Esses textos são publicados no tumblr dele e republicados aqui, claro, com a permissão do mesmo.

Após ler isso, fui discutir o assunto com ele, e tenho uma opinião bastante contrária, em alguns pontos. Qualquer dia escrevo sobre.

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